Primeira aula com a professora Marília Mattos
Sunday, May 8, 2011
Sunday, May 1, 2011
O Futuro do Cristianismo
Texto de J. B. Libanio publicado originalmente no site da Ultimato
O Cristianismo retorna, de certo modo, a seus inícios históricos. Embora Jesus tenha sido camponês com toques de artesão de região rural, o Cristianismo, que surgiu depois de sua morte, assumiu caráter urbano. Difundiu-se principalmente nas cidades helenizadas. Depois da queda do Império romano e da conversão dos bárbaros, ruralizou-se e se configurou em esquemas institucionais típicos do mundo do campo. Nas últimas décadas, acelerou-se o processo de secularização e urbanização. O Cristianismo do futuro sobreviverá se responder às exigências e demandas da sociedade urbana e secular, perdendo a função hegemônica de configurar a sociedade a partir do próprio universo religioso. Termos que se imporão como desafio: declínio da força social da religião, secularização do horizonte religioso, horizontalização dos valores transcendentes, autonomia das realidades terrestres, privatização religiosa em face do Estado, dessacralização. Nada impedirá surtos opostos conservadores, mas sem perspectiva de marcar o porvir.
O Cristianismo do futuro sofrerá de crescentes incertezas. Perderá a homogeneidade dos dogmas e se esforçará por interpretá-los nos diversos contextos culturais, geográficos, étnicos, religiosos. Ele se entenderá histórico, contextual, plural. Assistirá ao ocaso da cultura ocidental, cartesianamente racional, capitalista neoliberal, burocrática, centrada no varão conquistador, de raça branca e de religião católica romana hegemônica para ver surgir novo paradigma com valorização da ecologia, da mulher, da diversidade racial, do diálogo intercultural e inter-religioso e da relação entre as pessoas e povos.
O futuro do Cristianismo já não dependerá do imaginário religioso que teceu ao longo dos séculos no Ocidente, mas antes da vitalidade interna que tem de inculturar-se em outros horizontes culturais. Tal processo não se fará sem muito sofrimento. A expressão católica ocidental se identificou de tal maneira com a fé que qualquer divergência séria cultural se considera heresia. O Ocidente se imbuiu abusivamente da consciência de possuir a única verdade católica. O futuro do Cristianismo aponta noutra direção: diálogo, pluralidade, liberdade criativa.
As linguagens sofrem duplo movimento oposto. De um lado, diversificam até o extremo. E, de outro, cria-se enorme homogeneidade pela via da globalização midiática. E o Cristianismo se percebe dilacerado entre as duas vertentes e corre o risco de rigidez que não aceita a linguagem globalizada nem a pluralidade. Isola-se, então, em pequenas ilhas culturais religiosas.
O ponto de contacto entre a linguagem da fé e o público passa pela experiência que se desgarrou de parâmetros rígidos e uniformes. O futuro desafia o Cristianismo para que ele se aproxime e converse com os excluídos, com o mundo da intimidade das pessoas, com as ciências e tecnologias de ponta, com as novas instituições sociais e políticas em gestação sob o nome de ONG, Fórum Social Mundial e outras. O Cristianismo perpetuar-se-á, não pela força da imposição, mas pelo diálogo e pela busca comum da verdade e do bem em vista de convivência humana e civilizada.
J. B. Libânio é padre jesuíta, escritor e teólogo. Ensina na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), em Belo Horizonte, e é vice-pároco em Vespasiano
Tuesday, April 26, 2011
Cresci para me tornar criança
Por Camila Miranda

Quando a fala se torna algo proibido por, hipocritamente, desrespeitar o próximo, a escrita torna-se sacralizada. Se torna uma forma de escapar do real e mergulhar no poder incrível que a mente tem de imaginar. Uma válvula que relaxa os músculos e libera uma sensação de prazer inigualável.
É incrível que o fato de nos conectarmos com a nossa mente criativa, nos conectamos automaticamente com a nossa infância e, consequentemente, ao nosso Eu interior, portador de multifaces que compõem uma única. A criança tem a facilidade e a beleza de ser cem por cento imersa na considerada realidade e, ao mesmo tempo, no misterioso mundo da imaginação, cruzando e vivendo um e outro. Nós, seres humanos crescidos (vulgo adultos), esquecemos que um dia nossas vidas eram coloridas, apesar de qualquer escuridão. Esquecemos que brincar é saudável, e não infantil. Esquecemos, completamente, dos pequenos e significativos detalhes do mundo e da vida.
A criança sente prazer em respirar e descobrir que o ar entra e sai, simplesmente. A criança deslumbra ao observar o vôo de uma borboleta, ou a lerdeza de uma lesma no quintal de casa. A criança sente prazer pelos cheiros. O cheiro da chuva, do bolo de fim de tarde, ou daquela velha bola de plástico colorida. A sensação do sol que arde. A diversidade de cores e formas que possuem as flores. Uma poça d’água, um abraço, um olhar. Escolher o que brincar é a única preocupação, e ser feliz a única tarefa. Achar fascinante cada ser vivo, do jeito que é. Ser criança é aproveitar todos os segundos da vida do jeito que lhe convém. É não se preocupar apenas com a aparência, e não sofrer de doenças estéticas que assombram os seres adultos. Ser criança é ser portador de uma enorme simplicidade, e desejar somente sensações. Ser criança é saborear todos os sabores que existem no mundo. É ter o prazer de tomar um sorvete e, muitas vezes, odiar um vegetal. Ser criança é aprender brincando. É na infância que traçamos boa parte de nossas atitudes quando adultos. Esse pequenino ser é livre para correr, gritar, gargalhar, chorar, criar e aproveitar todos os minúsculos segundos da arte de viver. Por que quando crescemos, nos reprimimos a tal ponto que achamos tudo isso banal? Por que tantas e tantas crianças precisam sobreviver em situações deploráveis e massacrantes? Por que as formas de educar cada vez mais se baseiam em podar o poder criativo de uma mente infantil, para assim adequá-la a um sistema de sociedade fabricado, que consiste em não aguçar o ser pensante, e sim aflorar apenas o ser que produz em massa?
Que os detalhes da vida possam invadir, de novo, a nossa existência e que nós, seres humanos crescidos, possamos aliar a imaginação com essa realidade mundo a fora, turbulenta e muitas vezes fria e sombria. Que as crianças, enfim, ascendam nos adultos esquecidos, o verdadeiro significado de viver e ESTAR vivo.
É incrível que o fato de nos conectarmos com a nossa mente criativa, nos conectamos automaticamente com a nossa infância e, consequentemente, ao nosso Eu interior, portador de multifaces que compõem uma única. A criança tem a facilidade e a beleza de ser cem por cento imersa na considerada realidade e, ao mesmo tempo, no misterioso mundo da imaginação, cruzando e vivendo um e outro. Nós, seres humanos crescidos (vulgo adultos), esquecemos que um dia nossas vidas eram coloridas, apesar de qualquer escuridão. Esquecemos que brincar é saudável, e não infantil. Esquecemos, completamente, dos pequenos e significativos detalhes do mundo e da vida.
A criança sente prazer em respirar e descobrir que o ar entra e sai, simplesmente. A criança deslumbra ao observar o vôo de uma borboleta, ou a lerdeza de uma lesma no quintal de casa. A criança sente prazer pelos cheiros. O cheiro da chuva, do bolo de fim de tarde, ou daquela velha bola de plástico colorida. A sensação do sol que arde. A diversidade de cores e formas que possuem as flores. Uma poça d’água, um abraço, um olhar. Escolher o que brincar é a única preocupação, e ser feliz a única tarefa. Achar fascinante cada ser vivo, do jeito que é. Ser criança é aproveitar todos os segundos da vida do jeito que lhe convém. É não se preocupar apenas com a aparência, e não sofrer de doenças estéticas que assombram os seres adultos. Ser criança é ser portador de uma enorme simplicidade, e desejar somente sensações. Ser criança é saborear todos os sabores que existem no mundo. É ter o prazer de tomar um sorvete e, muitas vezes, odiar um vegetal. Ser criança é aprender brincando. É na infância que traçamos boa parte de nossas atitudes quando adultos. Esse pequenino ser é livre para correr, gritar, gargalhar, chorar, criar e aproveitar todos os minúsculos segundos da arte de viver. Por que quando crescemos, nos reprimimos a tal ponto que achamos tudo isso banal? Por que tantas e tantas crianças precisam sobreviver em situações deploráveis e massacrantes? Por que as formas de educar cada vez mais se baseiam em podar o poder criativo de uma mente infantil, para assim adequá-la a um sistema de sociedade fabricado, que consiste em não aguçar o ser pensante, e sim aflorar apenas o ser que produz em massa?
Que os detalhes da vida possam invadir, de novo, a nossa existência e que nós, seres humanos crescidos, possamos aliar a imaginação com essa realidade mundo a fora, turbulenta e muitas vezes fria e sombria. Que as crianças, enfim, ascendam nos adultos esquecidos, o verdadeiro significado de viver e ESTAR vivo.
Wednesday, April 13, 2011
O Corpo Cristão na Arte e Cultura
Por Danielle Greco
Amar é um verbo e não um sentimento, o amor, somos nós quem escolhemos, se queremos vivê-lo ou não, quem amar e quem deixar de amar. É um livre arbítrio. A partir do momento que amamos, estamos escolhendo viver de determinada maneira com determinadas pessoas, e nos inserimos em um sistema. Este amor, não é incondicional - como o amor de Jesus Cristo por nós -, é condicional, pois todos os sistemas assim o são. Uma das regras do amar é se adequar ao sistema, onde muitas vezes, para isso, sofrem-se torturas e agressões. O amor é um mecanismo complexo e se determina hoje como pragmático em nossa sociedade.
Todo sistema tem uma história, uma memória interna, e a partir disso, este elabora decisões que favoreçam a sobrevivência dele. A busca de cada ser humano, por este amor hedônico, incondicional, sugere nucleação, pois o viver em grupo facilita a sobrevivência de uma espécie, assim as sociedades moldam as pessoas na busca por uma linearidade. A complexidade, a não linearidade dos sistemas, gera crise, gera seres agônicos e agressivos. A partir daí, constroem-se culturas.
A cultura nasce quando o ser humano toma consciência que vai morrer, ela resgata a humanidade, procurando uma permanência, e promovendo uma autopoiese, onde o próprio ser humano se autoproduz e autorregula, através das relações consigo mesmo, mantendo-se também em interação com o meio. Assim, o ser humano é regido pelos temas ontológicos de espaço, tempo, matéria e mudança, e havendo esta transformação, há evolução.
O conceito de evolução dentro dos sistemas, a evolução do conhecimento, a ontologia como ciência geral, ajudam a elaborar a complexidade do mundo. A cultura é como um sistema aberto, ela se interliga com outros sistemas, pode ser o todo e ter tudo dentro de si mesma e de suas propriedades, e o todo é sempre melhor que as partes, pois não se descobre o todo o decompondo. Na ontologia do holismo, o todo antecede a parte e o todo age sobre esta parte. Não há uma divisão entre corpo, ser humano, ambiente, sistemas.
“É que o mundo de fora também tem o seu ‘dentro’, daí a pergunta, daí os equívocos. O mundo de fora também é íntimo. Quem o trata com cerimônia e não o mistura a si mesmo não o vive, e é quem realmente o considera ‘estranho’ e ‘de fora’. A palavra dicotomia é uma das mais secas do dicionário.”
Clarice Lispector
Assim como o homem, o mundo e a cultura são imensos textos, sem decomposições e dicotomias. Mas, quem são seus editores?
De fato, o homem cria cultura sobre o mundo, esta se refere a suas próprias crenças, valores, comportamentos, regras morais e instituições, que, por sua vez, referem-se a identidades próprias, de determinados grupos, em um espaço-tempo. Com a não linearidade de hoje, a cultura também, pode se mostrar como uma contra cultura, esta acontece quando pessoas tentam mostrar uma cultura que se difere da maioria. A contra cultura, gera discriminação, é uma cultura não comum, como a arte contemporânea, que permite ao ser humano, explorar as diferentes possibilidades de uma realidade.
A realidade do século XX, é sistêmica, é complexa, é legaliforme, tudo que está nela, é sistema, nada é elementar, tudo se manifesta através de regularidades no tempo, ela independe do ser humano, o universo é um sistema mega, um todo indivisível e indizível.
Tentar lidar com a realidade, como ela pode ser, se traduz em uma ficção, e a sobrevivência está atrelada a capacidade de se pensar nesta ficção, mas isto apenas existe por causa de uma lei. E como podemos garantir que a lei do começo do universo é a mesma de agora? Qual a origem das leis? Nosso mundo é governado pelo caos determinista, nada funciona sempre do mesmo jeito, há uma imprevisibilidade, não se pode garantir que determinados eventos irão acontecer, são processos regidos por probabilidades, são leis estocásticas, e estas estão em grande número na natureza e na linguagem humana. Mas por que os ovos se transformam em pássaros, ou por que as frutas caem somente no outono?
Isto não é uma lei, pois não entendemos sua fórmula geral, não é uma necessidade, pois, embora, contemos com este tipo de acontecimento na prática, não temos o direito de dizer que ele sempre deve acontecer. Portanto, o mundo é gramatical, e o início do universo, é uma indeterminação matemática, o início existe, mas é desconhecido. Como surgiu o universo? O que é energia? O que é o ser humano? Qual nossa identidade?
É fato que, o homem sobre duas pernas, é algo exacerbadamente emocionante, e que, sua capacidade de criar cultura é inexplicável. Traçando este panorama, chega-se a teoria filosófica do monismo, o um, onde a realidade e identidade são inseparáveis. Um exemplo de monismo está no racionalista Spinoza, que defende a idéia de que, Deus e Natureza, são uma única substância, da qual deriva todo o universo, onde dois mundos paralelos, o físico e o mental, coexistem em uma só coisa.
Michelangelo em sua pintura sobre a criação do homem destaca o exato momento em que Deus despertou o homem a sua imagem, o corpo de Adão - que em hebraico se traduz por pó ou terra - deitado ao chão, como parte da natureza, com a mão esticada em direção ao céu, de onde Deus estende a mão para baixo. As mãos de Deus e de Adão não chegam a se tocar, uma brecha separa ambos os dedos, é como uma sinapse, por meio da qual flui a energia de Deus.
O livro bíblico de Gênesis denota que Adão já estava biologicamente vivo - dotado de corpo/mente - quando Deus lhe soprou nas narinas o fôlego de vida. Mas por que Deus não precisou soprar este mesmo fôlego nos animais que também já existiam? Isso é o que nos diferencia, a raça humana se tornou uma alma viva, e não apenas um corpo com vida, e o espírito/energia, revela esta substância única com que fomos criados, revela uma criação especial. O espírito é algo invisível, algo de que fomos formados no princípio e que temos como parte de nosso corpo. Somos únicos.
Assim, sendo o homem, dotado do racional - proveniente também deste espírito, pois Deus é razão, do subjetivo, e de uma realidade, material, visível, tangível e mortal, encaixa-se no termo “alma”. Em hebraico, né.fesh, ou, em grego, psy.khé, denomina-se como pessoa, animal ou, a vida que estes usufruem, suas necessidades de alimento, o próprio sangue em suas veias, seu ser com suas manifestações vitais, como a respiração, o eu consciente ou personalidade, como centro de emoções, desejos e afeições. Um ser vivente. E, sendo este ser vivente, a ordem dada por Deus a Adão era a de cultivar o solo, do latim, cultura. A identidade do homem estava formada.
Na sociologia, identidade é o compartilhar de várias ideias e ideais de um determinado grupo. Alguns autores, como Karl Mannheim, elaboram o conceito em que, o indivíduo forma sua personalidade, mas também a recebe do meio, onde realiza sua interação social.
Neste contexto, de universo, ser humano, identidade e cultura, entro na questão da religião no século XX, mais precisamente, da cristã, vulgo evangélico. Quanto a identidade cultural de cada individuo, quando cristãos, ela continua sendo a mesma?
Por que a necessidade de mudá-la? Talvez com a necessidade de adequar esta identidade a identidade de Cristo? Cristo tinha uma identidade, e ele não veio para que todos fossem como ele, mas sim, para que aprendêssemos a lidar com nossa própria identidade, que é singular e não plural. Veio nos ensinar a criar cultura, a lidar com o outro, a viver em sistemas abertos, a praticarmos um pouco mais do hedonismo.
Mas, os evangélicos - salvo exceções - são praticantes da contra cultura, são agônicos, apenas ‘pensam’ que são hedonistas, mas não, pois eles sempre afastam aqueles que não se encaixam em determinados perfis, ditados pelos maiorais. O acolhimento é condicional, não há coesão, e muito menos gratificação. Os identificados e gratificados são aqueles que partilham do sistema imposto. Há de fato um valor racionado, uma destruição de valores, para que todos tenham apenas um valor, e este valor engloba o sofrimento como ponto de partida. Não há democracia.
Dá-se importância a opinião de homens comuns, que mostram grande unanimidade quando com questões do dia-a-dia. A religião tem atuado como um taylorismo, tentando docilizar o corpo de pessoas, mantendo o pensamento bloqueado por questões doutrinárias e disciplinadoras. A regra do ‘não pode’, se corporifica em diversos ramos da sociedade religiosa, instaurando conceitos que estruturam o saber, o perceber, o se relacionar com o outro e com o mundo.
Neste aspecto, um corpo biopolítico - que exerce o poder - coloca a vida nua no centro de suas ações. As trocas propostas por tais conceitos/valores colocam os corpos, novamente, em uma linha de montagem da produção industrial, como propunha Frederick Taylor. O corpo religioso capitalista, viciado em práticas de inclusão para exclusão, ignora o pensamento, e conceitos que não estejam de acordo com os valores pré-estabelecidos por determinada liderança religiosa.
A negação do corpo físico; corpo este dado como o mal do ser humano; objetiva a tortura em “espetáculos” apresentados dentro das próprias igrejas e em intervenções urbanas, tornando todos, torturados e torturadores de si mesmo e dos outros; pois há sempre a identificação e a aceitação da tortura e do torturador, como se esta fosse a conduta correta.
E tudo isso se resume no valor. A condição humana vive este sistema, o líder sempre distribui os valores, e o outro, deve concordar ou discordar destes, definindo grupos, sistemas e culturas. Nos grupos, existem tradições, e não há acolhimento para aqueles que as quebram. O amor incondicional é apenas atributo daquele que percebe o outro como a si mesmo, e que decide não se render a determinados costumes e valores de massa. Deus criou o ser humano para viver o incondicional, mas infelizmente a evolução desejou o condicional, cumprindo o papel das escrituras.
“No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio "Dele", e sem Ele nada do que foi feito se fez. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós...”
João 1:1, 3, 14
O amor incondicional esteve presente, e está presente e disponível àqueles que desejam acessar valores, e valorizar a relação com outro, promovendo um acolhimento incondicional de todas as culturas, coexistindo com diferenças, permitindo as diversas formas de se ‘cuidar do solo’.
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